Terça-feira, Maio 05, 2009

Coerência... não existe!(*)

Como muitas outras pessoas que conheço ou não, não aguento mais essa história de gripe do porco que até anteontem porco não pegava. É gripe na TV, no jornal, na internet, no açougue da esquina, no bar, na balada.

O que eu estou achando mais legal nisso são as atitudes das pessoas. O povo faz umas coisas que não dá pra entender.

No aeroporto, por exemplo, alguns bonitos chegam desesperados na área não-restrita sem máscara perguntando se as cias. aéreas irão distribuí-las ao fazer o check-in ou no momento de embarcar. Ao receberem um não como resposta, saem mais desesperados ainda em direção à farmácia mais próxima para comprá-las. Óbvio que não vão encontrar.

Outros chegam e passam por uma porrada de gente que chega e sai do país sem máscara, só colocando ao entrar na área restrita. Isso sem contar os mais bonitos ainda que colocam a bendita desde o começo, mas com o nariz pra fora. Ou os pais super preocupados com a saúde de seus rebentos, que prendem os coitados dos pimpolhos na máscara. Mas só os filhos. O pai pega e a família fica linda e feliz depois, certo?

Saio do aeroporto achando que a neura não me seguiria fora dele. Santa inocência. Antigripal na farmácia não tem mais, os loucos se automedicam sem nem mesmo ter a confirmação de que o vírus chegou aqui por essas terras.

Vou na Virada Cultural, povão bêbado sem camisa nas ruas desse centrão e... máscaras. Cara. Máscara na Virada. Sério. Se é assim, não sai de casa logo! Para sua vida. Transforma o mundo em algo como Ensaio Sobre A Gripe do Porco, mas máscara na Virada não, gente. Quero descer.

(Era você?)*


*O título não é de minha autoria. Não pedi autorização pra usar, mas acho que não precisava. Só usei porque não vi nada que se adequasse melhor.

Quarta-feira, Março 11, 2009

Das viagens

Natália diz:
e depois dessa vive INTO THE WILD
Natália diz:
HAHAHAHAHAHA
Natália diz:
vibe
Clarissa. diz:
hahahahahaha
Natália diz:
ai, seria, mas né hahahahahaha
Clarissa. diz:
né, não dá
Clarissa. diz:
e ah, bem menos provável morrer na amazonia que no alaska
Natália diz:
ai, será?
Clarissa. diz:
eu acho
Natália diz:
tem essas cobras que engolem pessoas
Natália diz:
e onças
Natália diz:
e traficantes colombianos
Natália diz:
alasca é manter em mente EVITE UM URSO, NÃO COMA PLANTA INVENENADA
Clarissa. diz:
Mas tem frio
Natália diz:
só tem neve e bicho saltitante
Clarissa. diz:
aí vc congela
Natália diz:
ai, poe um casaco
Clarissa. diz:
e não come
Clarissa. diz:
pq vc acaba com a comida rápido
Clarissa. diz:
na amazonia tem comida
Natália diz:
leva congelados
Natália diz:
HÁ HÁ HÁ
Clarissa. diz:
hahahahah
Natália diz:
é, mas a comida pode ser vc
Natália diz:
hqhahahahha
Clarissa. diz:
no alaska tb
Clarissa. diz:
comida do urs
Clarissa. diz:
*urso
Natália diz:
urso é fofinho, toda criança tem um
Clarissa. diz:
de pelúcia
Clarissa. diz:
pequeno
Natália diz:
no filme ele nem fez nada!
Clarissa. diz:
hahahaha
Natália diz:
ó, tem um em cima de vc na foto


(abrindo parêntesis)




(fechando parêntesis)
Natália diz:
machucou?
Clarissa. diz:
HAHAHAHAHAHAHAHA
Natália diz:
NÃO.
Natália diz:
ponto comprovado
Natália diz:
hahahahaha
Natália diz:
aliaaas, urso, rinoceronte e leão
Natália diz:
tudo bicho de boa

Terça-feira, Março 10, 2009

Frase da semana

Sobre Slumdog Millionaire:

"Pior que vc sabe que se apaixona pelo filme quando um molequinho coberto de merda consegue um autógrafo."

Sexta-feira, Outubro 24, 2008

Desabafo #5385

Nesses últimos meses, eu finalmente descobri o que são, pra que servem e quem são os amigos. É, parece que nem tudo nessa vida é ruim.

Sem querer desmerecer os outros, mas...

Na, obrigada, pela milionésima vez. Acho que eu nunca vou conseguir chegar nem aos pés do que você já fez e tem feito por mim. Te amo.

Sábado, Setembro 27, 2008

Reclamar é preciso - Parte II

Segue outro email mandado para os mesmos lugares. Ou tinham pensado que as barbaridades paravam por ali?


Ontem, dia 25 de setembro, Altino retornou ap Hospital Beneficência Portuguesa, por conta de aparente inflamação na cicatriz da perna esquerda, de onde foi retirada a safena. Altino reclamava de dor incomum na região próxima à virilha desde o dia 18 de setembro, tanto para os médicos da equipe quanto para e enfermeira responsável pelos curativos, e nada foi feito a respeito.

Chegamos ao Pronto Socorro às 16h, sendo atendidos pela Dra. Maria Lúcia S. Iwasaki (CRM 60487) às 17h. Na recepção foi-nos recomendado que citássemos a equipe médica responsável pela cirurgia para acompanhamento do caso. Foram pedidos exames de sangue e ultrassonografia enquanto se esperava um dos membros da equipe do Dr. Edgard San Juan, exames estes que acusaram infecção na ferida. A equipe foi contatada após a divulgação do resultado dos exames, às 21h.

Já passava das 23h quando o Dr. Luis Henrique C. L. de Oliveira (CRM 132866), membro da equipe de E. San Juan, compareceu ao Pronto Socorro. Durante todo este período de espera, não foi disponibilizado qualquer tipo de alimentação para o paciente recém-operado, muito menos medicação.

O Dr. Luis Henrique, ao atender Altino, demonstrou dúvidas quanto ao caso do paciente, saindo diversas vezes para telefonar a colegas pedindo orientação. Ao retornar, dizia ser necessária internação, seguindo ao preenchimento das guias apropriadas. Notamos que o dr. estava preenchendo guia de internação do SUS e prontamente o avisamos de que Altino é beneficiário do convênio Saúde Caixa. O dr. amassou nervosamente a guia, se ausentou novamente da sala e, quando voltou, informou que não seria feita internação naquele momento. Orientou-nos a retornar hoje, o mais cedo possível, ao consultório do Dr. Menegolli para acompanhamento e, caso necessária, posterior internação.

Telefonamos às 7h30 de hoje para o Pulmo-Cor e uma faxineira nos informou que o atendimento ali se iniciava a partir das 9h30. No meio do caminho ligamos novamente e a secretária Dina nos informou que deveria haver algum engano, pois o Dr. Menegolli estaria em operação no período da manhã, retornando ao consultório somente após as 13h. Dina nos recomendou aguardar no consultório ou no hospital.

Fomos diretamente à Administração do Pronto Socorro, muito bem atendidos por Estela, que adiantou atendimento com cardiologista para realização de exames diversos.

O Dr. Menegolli nos atendeu às 14h, tomando as providências cabíveis para o caso. No entanto, até o momento não foi dado o almoço prometido.


Sem mais,

Família de Altino.

Quinta-feira, Setembro 25, 2008

Reclamar é preciso - Utilidade pública

Segue aqui e-mail mandado para a Ouvidoria da Caixa Econômica Federal, para a Administração do Hospital Beneficência Portuguesa e para o Dr. Antonio Ermirio de Moraes. Quero que isso chegue ao máximo de pessoas possível pois, por ser um hospital de grandíssimo porte, pode ser de utilidade pública.



Altino Crisóstomo Lima Neto, funcionário da Caixa Econômica Federal e beneficiário do Programa de Assistência Médica Supletiva da Saúde Caixa, esteve internado no hospital São Joaquim - Beneficência Portuguesa, no período de 7 de setembro a 23 de setembro. Nesse hospital foi submetido a uma cirurgia cardíaca para colocação de quatro pontes de safena e uma mamária.

Primeiramente, gostaríamos de parabenizar o atendimento prestado pelas enfermeiras, copeiras e faxineiras do 6º andar - bloco I. Todos foram excelentes no trato com Altino. Para não cometer injustiçcas, não fazemos destaques neste momento.

No entanto, gostaríamos de chamar a atenção para alguns fatos ocorridos neste período.

Pronto Socorro

Quando chegamos ao Pronto Socorro, aproximadamente às 19h30 do domingo dia 7, não fomos questionados sobre os sintomas apresentados por ele. Cerca de meia hora depois, já aos cuidados da plantonista, com sintomas claros de enfarto, foi necessário muita luta para que fosse ministrado o procedimento de cateterismo. O cardiologista em exercício naquele momento foi chamado, e este argumentou que só seria possível realizar o procedimento no dia seguinte, segunda-feira, ato este que poderia ter custado a vida de Altino. Gostaríamos inclusive de agradecer o comportamento da plantonista, cujos esforços foram essenciais para o cumprimento do procedimento em tempo.

UTI

Causou-nos estranhamento o fato de, nos horários de visita, ser permitida a entrada de muitas pessoas por vez, sendo pedido somente que se lavasse as mãos, sem nenhum outra medida de higienização prévia.

Durante a madrugada do dia 9 de setembro, a equipe responsável pelo quarto 112 conversava em volume tal que não era possível para os pacientes chamá-los em caso de necessidade, já que na UTI não há campainhas no leito de cada paciente.

Quartos

No quarto 618 - bloco I, a maçaneta da porta do banheiro estava solta, levando Altino a cair num momento em que qualquer ferimento com sangue poderia ser complicador do quadro.

No quarto 626 do mesmo bloco, havia um sério vazamento de água próximo ao vaso sanitário, podendo ocasionar outra queda perigosa. Não havia também suporte para papel higiênico, sendo necessário esperar vagar outro quarto para que obtivéssemos um.

Segurança

Na sala de espera da UTI, por duas vezes observamos a presença de pedintes abordando os acompanhantes de pacientes. Somente na segunda ocasião os pedintes foram abordados pelos agentes de segurança do hospital, no entanto isto ocorreu após reclamação dos acompanhantes.

Da mesma forma que não é controlado de forma eficaz o acesso de pessoas ao hospital, a saída de pacientes tampouco o é. Altino, na noite do sábado dia 12, enquanto suas acompanhantes desceram para pegar alguns pertences do paciente, desceu ao andar térreo para pedir cigarros a alguma pessoa que lá estivesse, sendo bem sucedido de forma fácil. Ele não foi visto por nenhum funcionário do hospital em todo o trajeto de ida e volta ao quarto.

Esta ocorrência chega a ser irônica considerando o artigo publicado no dia 14 de setembro no jornal Folha de S. Paulo pelo Dr. Antonio Ermirio de Moraes, Presidente da Diretoria Administrativa do Hospital, em que critica, entre outros pontos, o fato de a lei que proíbe a prática do tabagismo em hospitais e outros locais públicos não ter "pegado".

Equipe Médica

Altino foi atendido pela equipe do Dr. Edgar San Juan. Desde o período pré-operatório, requisitamos para Altino acompanhamento psicológico/psiquiátrico, pois ele já apresentava quadro depressivo e para auxílio na questão anti-tabagismo. Foi com muito descaso que os médicos da equipe nos disseram que a equipe não possuía tal profissional, e não foram feitos esforços para se conseguir tais profissionais que atuassem no hospital em todo o período de internação.

No período pós-operatório, os médicos da equipe demoravam às vezes mais de 24 horas para o acompanhamento da recuperação, nem sempre examinando o paciente.

Havia demora também para que se trocassem os curativos, quando reclamamos nos foi informado que havia somente uma pessoa responsável por isso para dois blocos do hospital.

Convênio

Durante a internação de Altino, a alimentação recebida por ele no início era a destinada aos pacientes do SUS, o que nos causou grande indignação pela discriminação feita pelo hospital entre pacientes particulares, de convênios e do SUS.

O telefone do quarto também foi bloqueado, sendo necessário pedir à telefonista toda vez que precisávamos usá-lo. Outro paciente do mesmo convênio, que foi alocado em outro bloco do hospital, teve tratamento diferente.


Gostaríamos de receber alguma atenção quanto aos fatos citados aqui, deixando aqui nossos contatos.

Atenciosamente,

Família de Altino.

Altino Crisóstomo Lima Neto
altinocrisostomo@uol.com.br

Ivete dos Santos - esposa
ivete.santos@uol.com.br

Clarissa Santos Crisóstomo - filha
clacrisostomo@gmail.com

Quarta-feira, Setembro 10, 2008

Dos sustos, aprendizados e gratidão

Alguns sabem, a coisa tá feia. Levei um belo susto no domingo, estou lidando com as repercussões dele durante esses dias.

Mesmo assim, estou assustadoramente calma. Deve ser melhor assim. Estou conseguindo pensar, agir racionalmente, tomar as providências necessárias, contatando o mundo. Eu não gosto de pedir ajuda pras pessoas, mas tem horas que isso é extremamente necessário, portanto coloco o orgulho de lado sim e falo com gente que nem olhava mais na minha cara sim, com a maior cara de pau. É caso de vida ou morte, literalmente.

Enfim, essa calma assustadora se deve em grande parte pelo apoio imenso que andamos recebendo dos amigos e da família. Nunca imaginei que em tão pouco tempo e de forma tão eficiente tanta gente pudesse se mexer. Foram visitas sem pedir, emails mandados, contatos mil, arrecadação de pessoas, ligações carinhosas. Isso ajuda horrores.

Então por mais uma vez vou usar isso de diário e como meio de tornar públicos meus agradecimentos a essas pessoas tão importantes. É ótimo saber que não se está sozinho nesse mundão.

Obrigada.